” Sob o Céu, todos sabem que a existência do belo depende da existência do feio.
Todos sabem que a capacidade do bem
depende da existência do mal.
Existência e não existência geram-se
mutuamente, difícil e fácil se completam,
longo e curto dão forma um ao outro, alto e
baixo repousam um no outro, som e silêncio
se harmonizam, antes e depois se sucedem.
Por causa disso, o sábio habita o mundo da
não ação (wu wei) e pratica o ensinamento
sem nada dizer.
Os dez mil seres ascendem e tombam e ele
não os reivindica.
Ele os cria, mas não os possui.
Ele trabalha, mas não assume o mérito por nada.
Como não assume o mérito pelas suas realizações, estas durarão para sempre. “
De acordo com os antigos pensadores taoistas, não há uma realidade absoluta. A existência de tudo no universo depende de tudo o mais no universo. Recorrendo à metáfora original, o yin e o yang são encostas sombreadas e ensolaradas da mesma colina. O que pode ser pequeno para uma pessoa é enorme para outra. O que é difícil para alguém é fácil para outro. O que é rápido para um, é lento para outro. Ininterruptamente, isso é verdadeiro para todas as coisas no multiverso do Tao.
Não podemos julgar uma situação com base em nosso próprio padrão absoluto. O que é verdade para você só é verdade para você, assim como oque é verdade para mim só é verdade para mim. Nenhum de nós sabe o que qualquer outra pessoal está pensando e vivenciando de fato. Não podemos mensurar ou mesmo descrever a experiência de alguém com base na nossa. As cores que vemos, os sons que ouvimos, os sonhos que temos procedem de uma interpretação pessoal do mundo. Outra pessoa os interpretaria de maneira inteiramente diferente. Isso é bom, afirmam os taoistas. É natural. É assim que o mundo funciona. Esse é o modo como o Tao se manifesta em nós, individual e coletivamente.
São nossos apegos que nos causam dificuldades: o apego a sonhos, a experiências do mundo, às nossas opniões, à necessidade de estarmos certos e os outros, errados. Chuang Tzu nos oferece uma maneira de trabalhar com esses apegos quando declara: “É quando abandonamos a opinião pessoal que vemos as coisas como elas de fato são”. Lao-Tzu nos apresenta uma nova maneira de ser quando descreve wu wei.
Wu wei, não raro descrito como “não fazer nada”, significa na verdade não exagerar. Significa não fazer nada em excesso, como comer ou se exercitar demais, o que causa desconforto na barriga e esgotamento. Significa fazer apenas o suficiente e nada mais. Significa não fazer nada contra a natureza ou contra a própria natureza. Significa usar a menor quantidade possível de energia para fazer o máximo. Significa não se esforçar demais, não se exaurir tentando fazer algo acontecer – seja uma peça de arte, um trabalho ou até mesmo um relacionamento.
Wu wei é “aprender a permitir”, a deixar que as coisas se desenrolem do próprio modo e no próprio tempo. Somos capazes de nos adaptar e, assim como a água, assumir a forma de quaisquer circunstâncias em que nos encontremos. Chuang Tzu diz o seguinte: “Deixe que as coisas se expandam com naturalidade e deixe sua mente ser livre. Aceite o que não puder controlar e continue a alimentar seu espírito interior. É o melhor a ser feito. Você precisa estar disposto a agir em conformidade com o próprio destino. Nada é mais simples, e nada é mais difícil que isso”. Trata-se de algo muito difícil, porque wu wei nos pede que nos abstenhamos de qualquer coisa a mais ou além do que seja naturalmente adequado em qualquer situação.
Lao-Tzu usa esse ensinamento em toda a sua obra. Veremos muitos exemplos de como aplicar esse princípio, já que ele é a marca do sábio, ou do que os taoistas chamam de Zhenren -pessoa autorrealizada.
“Se nosso Chi (força vital) estiver muito fraco ou “paralisado”, estaremos adoentados e não teremos energia para práticas espirituais profundas. Praticamos o Chi Gong para que possamos ficar mais fortes , mais puros e mais equilibrados. Só então seremos capazes de nos aprofundarmos bastante nas práticas de autoa-perfeiçoamento. ”
Por Solala Towler
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