O cristianismo é uma religião monoteísta que surgiu no Oriente Médio, baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo, considerado o Filho de Deus e o Messias. É a maior religião do mundo, com cerca de 2,4 bilhões de seguidores, representando aproximadamente um terço da população global.
Crenças Centrais:
- Jesus Cristo: Os cristãos acreditam que Jesus é o Filho de Deus, o Messias prometido no Antigo Testamento, e que sua morte e ressurreição trouxeram a salvação para a humanidade.
- Santíssima Trindade: A crença na Trindade afirma que Deus é um só, mas se manifesta em três pessoas: Pai, Filho (Jesus) e Espírito Santo.
- Bíblia: O livro sagrado do cristianismo, composto pelo Antigo e Novo Testamento, que contém os ensinamentos e a história da fé cristã.
- Salvação: A crença de que, através da fé em Jesus Cristo e de seus ensinamentos, os seres humanos podem alcançar a salvação e a vida eterna.
- Pecado Original: A doutrina que afirma que a humanidade herdou uma tendência para o mal devido à desobediência de Adão e Eva no Jardim do Éden, mas que pode ser superada pela graça de Deus.
Símbolos:
- Cruz: Símbolo central do cristianismo, que representa a crucificação de Jesus e o sacrifício feito por sua morte.
- Peixe : Símbolo utilizado pelos primeiros cristãos como um código secreto para identificação e como um símbolo de fé.
Divisões:
- O cristianismo se ramificou em diversas denominações, incluindo o catolicismo romano, o protestantismo (com suas diversas vertentes, como luteranismo, calvinismo, anglicanismo, etc.) e a Igreja Ortodoxa.
Influência:
- O cristianismo tem uma grande influência na cultura, ética, moral e valores de muitas sociedades, especialmente no Ocidente.
- A religião também tem impacto em áreas como a arte, música, literatura e política.
História:
- O cristianismo surgiu no primeiro século da era comum, no contexto do Império Romano.
- A religião foi inicialmente perseguida, mas posteriormente legalizada e se tornou a religião oficial do Império Romano.
- Ao longo da história, o cristianismo se espalhou por todo o mundo, dando origem a diferentes tradições e práticas.
“O cristianismo continua a ser uma força religiosa e cultural significativa na atualidade, com milhões de seguidores em todo o mundo, cada um com suas próprias interpretações e práticas da fé. Esta nossa análise, propõe uma reavaliação do fenômeno cristão sob a ótica da Ciência das Religiões, integrando o que denominamos A Visão Cósmica. Em um momento de Transição Planetária, torna-se imperativo transcender a letra morta do dogma para alcançar o Espírito vivo da experiência pessoal e universal. Conforme apresentado fenomenologicamente, é a maior força religiosa do globo. Contudo, para um cientista da religião que também observa através da Visão Cósmica, ele representa um estágio intermediário — uma “religião sobre Jesus” que aguarda o despertar para a “religião de Jesus”.
Axel Zarote
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A Natureza de Jesus e a Revelação Divina
A análise histórica tradicional foca no Messias judeu. Entretanto, a Visão Cósmica expande essa figura: Jesus não é apenas um produto cultural do Oriente Médio, mas uma personalidade de estatura cósmica em uma missão de auto outorga. Ele não veio para fundar uma instituição baseada em sua pessoa, mas para revelar a Paternidade de Deus (O Divino Criador -O Pai dos Universos -O Deus Pai) e a Irmandade entre os Homens. Nessa perspectiva, ele é o modelo de perfeição humana e a manifestação da divindade em um nível acessível às inteligências evolutivas de Urantia. É o próprio Filho Criador do Universo que Habitamos (O Deus Filho- que nunca pediu para ser chamado de Deus), um representante do Filho Eterno , um filho Michael.
O Filho Eterno é a fonte espiritual absoluta e original (Segunda Pessoa da Trindade), enquanto os Filhos Michaéis são extensões administrativas e criativas enviadas para organizar universos locais específicos. Michael de Nebadon (Jesus) é um desses “Filhos Criadores”, uma personalização do Filho Eterno e do Pai Divino Criador adaptada para criar e sustentar o nosso próprio setor do cosmos. É a relação entre o Logos Universal e o Logos Local, unindo a perfeição infinita à experiência evolutiva no tempo e no espaço.
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A Santíssima Trindade e a Realidade Universal
Onde o dogma vê um mistério insondável de “três em um”, a análise acadêmica iluminada pela Visão Cósmica identifica a estrutura fundamental do universo. A Trindade não é apenas um conceito teológico, mas a fonte de toda energia, mente e espírito. Reconhecer essa unidade trina permite ao ser humano entender seu lugar em um cosmos organizado, onde o Pai Universal (Divino Criador – Primeira Fonte e Centro da Manifestação da Consciência Cósmica ) é a Fonte das Personalidades e o centro de gravidade de todas as coisas; o Filho Eterno é a expressão espiritual perfeita e o administrador da misericórdia em todos os universos; o Espírito Infinito atua como o executivo da mente e da inteligência, coordenando a energia e o ministério espiritual. Juntos, eles mantêm a estabilidade, a evolução e a harmonia de toda a criação através de uma administração de perfeição absoluta.
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A Escritura e a Evolução do Conhecimento
A Bíblia é, sem dúvida, um monumento literário e espiritual. Todavia, a ciência das religiões deve apontar que ela é uma compilação de percepções humanas limitadas pelo tempo e pela cultura. A Visão Cósmica nos convida a não idolatrar o livro, mas a buscar a verdade que ele contém. A revelação é progressiva; o que serviu para a consciência do primeiro século deve agora ser expandido por uma compreensão científica e filosófica mais vasta. Uma visão Cósmica.
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A Ressignificação da Salvação e do “Pecado Original”
Este é um ponto de ruptura necessário. A ideia de que a humanidade nasce “amaldiçoada” por um erro ancestral (Adão e Eva) é uma interpretação mítica que obscurece a realidade evolutiva. Na Visão Cósmica, o ser humano não é um pecador caído, mas uma criatura evolutiva em ascensão. A “salvação” deixa de ser uma transação jurídica baseada em sacrifício de sangue e passa a ser o reconhecimento consciente da nossa filiação divina. Salvar-se é despertar para a realidade de que somos filhos do Divino Criador, destinados à eternidade.
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Simbologia: Da Cruz à Luz
A cruz, símbolo central do sofrimento, reflete a compreensão de uma época que via Deus como um juiz que exigia reparação. A Visão Cósmica propõe uma mudança de paradigma: focar menos na morte de Jesus e mais na sua vida e nos seus ensinamentos. O símbolo deve transmutar-se do sacrifício para o serviço e a fraternidade; da culpa para a reconexão e a responsabilidade consciente de co-criar um mundo melhor.
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Divisões e a Necessidade de Unidade
As ramificações (Catolicismo, Protestantismo, etc.) são consequências naturais da diversidade interpretativa humana. No entanto, na atual transição planetária, essas barreiras dogmáticas tornam-se obsoletas. A consciência humana precisa expandir-se para uma espiritualidade sem fronteiras, onde a verdade não seja propriedade de uma denominação, mas uma herança Cósmica e Universal.
“Que o homem desperte do sono do dogma e contemple a aurora da realidade,
Pois não somos poeira condenada, mas sementes de luz em plena ascensão.
O universo não busca servos que temam, mas filhos que amem com liberdade,
Na vasta jornada rumo ao Divino, onde a verdade é o único e eterno Caminho”.
Seres de Luz, imaginem que o amor de nosso Filho Criador é tão imenso que Ele não apenas se contentou a nos observar de longe, mas decidiu se tornar um de nós para entender nossas dores e alegrias , e nos conduzir como Mestre em nossa Jornada Evolutiva.
Gratidão
Axel Zarote -Editor-redator
